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Brasil tem 60 milhões de investidores, mas educação financeira ainda é um desafio

Especialista alerta para a importância do planejamento financeiro personalizado diante do crescimento do número de investidores no país 

O hábito de investir faz parte da rotina de um número cada vez maior de brasileiros. Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro mostram que o equivalente a 60,6 milhões de pessoas, ou 36% da população, já possui recursos aplicados em produtos financeiros — percentual ligeiramente inferior aos 37% registrados em 2024, mas superior aos 31% observados há cinco anos. Apesar do avanço em relação aos últimos anos, o estudo também revela desafios importantes relacionados à educação financeira e à tomada de decisões sobre investimentos. 

Os dados indicam que o interesse dos brasileiros pelo tema continua elevado, mas que ainda existe uma distância significativa entre economizar dinheiro e investir de forma estruturada. O levantamento aponta que apenas 21% da população já participou de alguma atividade de educação financeira, como cursos, palestras ou treinamentos, e que a falta de conhecimento ainda representa uma das principais barreiras para decisões mais estratégicas relacionadas ao patrimônio e aos objetivos de longo prazo. Entre as pessoas que já tiveram algum contato com capacitação financeira, 39% possuem carteiras de investimento diversificadas — mais que o dobro da média nacional, que é de 17%. 

Outro dado que chama a atenção é a situação da reserva financeira dos brasileiros. Embora 69% afirmem possuir algum recurso guardado para emergências, quase metade desse grupo (43%) consumiria toda a reserva em até seis meses caso enfrentasse um imprevisto. Além disso, 31% da população não possui qualquer reserva financeira. 

Segundo Matheus Rosler, Head de Planejamento Financeiro da EQI Investimentos, os números reforçam a importância de ampliar o acesso à informação qualificada e ao acompanhamento profissional para que as pessoas consigam transformar poupança em planejamento patrimonial de longo prazo. 

“O brasileiro está cada vez mais consciente da necessidade de cuidar das finanças, mas ainda existe uma distância significativa entre guardar dinheiro e investir de forma estratégica. Muitas pessoas têm objetivos claros, como comprar um imóvel, garantir uma aposentadoria mais tranquila ou proteger a família, mas não sabem quais caminhos seguir para alcançar essas metas”, explica Rosler. 

Na região Sul, tradicionalmente reconhecida pela cultura de planejamento financeiro e formação de patrimônio, muitos investidores ainda mantêm grande parte dos recursos concentrada em aplicações conservadoras.  

Para o especialista da EQI, esse comportamento demonstra a importância da orientação especializada. “O investidor do Sul costuma ter uma relação muito disciplinada com suas finanças e valoriza a segurança. Isso é positivo, mas muitas vezes faz com que oportunidades importantes de diversificação sejam deixadas de lado. O papel da assessoria não é incentivar mais risco, mas ajudar cada pessoa a compreender as alternativas disponíveis e a construir uma estratégia compatível com seus objetivos de vida, seu momento patrimonial e seu perfil de investidor”, afirma. 

A pesquisa revela que um terço dos brasileiros conseguiu economizar recursos em 2025, principalmente por meio da redução de gastos e do maior controle das despesas. No entanto, apenas 12% desse grupo efetivamente direcionaram os recursos para investimentos. Isso representa um potencial estimado de mais de 35 milhões de novos investidores no país. 

Entre os produtos financeiros mais utilizados, a caderneta de poupança continua liderando, presente na carteira de 22% dos brasileiros. Em contrapartida, produtos como títulos privados vêm registrando crescimento contínuo e já alcançam 7% dos investidores — mais que o triplo do registrado em 2021. 

A busca por retorno financeiro (37%) e segurança (26%) aparece como principal motivação para investir. Ao mesmo tempo, o estudo mostra que 23 milhões de brasileiros pretendem iniciar investimentos em produtos financeiros até 2026. 

A assessoria financeira personalizada tem ganhado espaço justamente por oferecer acompanhamento próximo e individualizado, auxiliando investidores iniciantes e experientes a navegar por um ambiente cada vez mais diversificado de produtos e oportunidades. “Percebemos essa conscientização e o aumento da demanda por orientação especializada em investimentos. Além da orientação técnica, a educação financeira contínua é um dos principais instrumentos para ampliar a inclusão financeira e fortalecer a construção de patrimônio ao longo do tempo”, conclui o especialista. 

 

A EQI Investimentos 

Fundada em 2008 em Santa Catarina, a EQI Investimentos foi a primeira do tipo a obter licença para atuar como corretora no Brasil. Desde sua criação, investe de forma consistente na capacitação de seus profissionais e foi por meio desse modelo que cresceu e se tornou uma das líderes do mercado. Atualmente, tem R$ 56 bilhões sob custódia e mais de 90 mil clientes ativos. Além da sede na Praia Brava, em Itajaí, na região Sul, a corretora possui escritórios em Chapecó, Florianópolis, Joinville e Curitiba e outras unidades pelo Brasil em Manaus, Recife, Maceió, Sinop, Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

Foto Crédito: Divulgação 

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